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11 de set de 2013

Proposta de dissertação - Estilo Enem


Proposta de dissertação - Estilo Enem

Tema: Privacidade e interesse público, os limites entre o consentir e o resistir.


TEXTO I
A história social das escutas telefônicas

Ninguém se surpreendeu com a notícia de que Washington possui um poderoso sistema de espionagem, mas a revelação de sua amplitude por Edward Snowden criou um escândalo planetário. Nos Estados Unidos, a novidade foi recebida com apatia. Estão distantes os dias em que as escutas telefônicas provocavam a ira da população

por David Price

As revelações de Edward Snowden sobre a amplitude do programa de vigilância eletrônica da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) levanta a questão da intromissão das agências de inteligência dos Estados Unidos na vida dos cidadãos. Contudo, para além do registro de metadados a partir de linhas telefônicas e da navegação na internet, esse caso revela outra realidade, também preocupante: a maior parte dos norte-americanos aprova o controle das comunicações eletrônicas privadas. Segundo pesquisa realizada pelo jornal Washington Post, alguns dias depois das declarações de Snowden, 56% da população julga que o programa PRISM é “aceitável” e 45% acredita que o Estado deve “ser capaz de vigiar os e-mails de qualquer pessoa na luta contra o terrorismo”. Esses resultados não surpreendem: há mais de dez anos, os meios de comunicação, especialistas e dirigentes políticos vêm apresentando a vigilância como arma indispensável à guerra contra o terrorismo.
Esse consentimento perante a espionagem nem sempre existiu nos Estados Unidos. Algumas semanas antes do atentado de 11 de setembro de 2001, o jornal USA Today publicava a manchete: “Quatro em cada dez norte-americanos não confiam no FBI” (20 jun. 2001). Durante décadas, estudos sucessivos da Secretaria de Justiça mostraram a forte oposição da população às escutas telefônicas pelos poderes públicos. Entre 1971 e 2001, a taxa de desconfiança chegou a flutuar entre 70% e 80%. Mas os atentados contra o World Trade Center e o Pentágono e, em seguida, a guerra contra o terrorismo empreendida por George W. Bush mudaram o cenário e conduziram os norte-americanos a reconsiderar bruscamente a oposição secular à vigilância de cidadãos.

David Price é professor de Antropologia da Universidade Saint Martin de Lacey, em Washington. Autor de Weaponizing anthropology: social science in service of the militarized state [Armando a antropologia: ciência social a serviço do Estado militarizado], AK Press, Oakland, 2011.
Fonte: http://diplomatique.org.br/artigo.php?id=1476

TEXTO II

Qual é a melhor forma de limitar o poder do governo? Não deverá ser por meio de regras que protejam a privacidade individual, que o governo pode se recusar a observar ou cumprir, mas por regras que limitem a privacidade do governo e das autoridades do governo. O público deve manter o direito de saber e testemunhar.
A mídia tem sido tradicionalmente um instrumento fundamental para assegurar esse direito. A internet está fornecendo as ferramentas e a plataforma para as pessoas terem as rédeas nas mãos. Toda câmara e gravador de vídeo podem testemunhar atos de opressão, como o vídeo que Rodney King mostrou, em 1991, e as fotos de Abu Ghraib, em 2004. A internet é a plataforma que dá acesso imediato a um público global. Relatórios de organizações não-governamentais e de cidadãos – pessoas físicas de todas as partes do mundo estão disponíveis na internet através de redes de relacionamento e sites de compartilhamento de arquivos, assim como através de mensagens de texto por celular.

Scientific American Brasil: 
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/reflexoes_sobre_privacidade.html

http://blogdoespacoaberto.blogspot.com.br/2011/06/charge-ivan.html


Com base na leitura dos textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa sobre o tema proposto, apresentando experiência ou proposta de ação social, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Desenvolva seu texto em prosa, atribuindo-lhe um título.

Sua dissertação deverá ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas.

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