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18 de ago de 2012

Gênero Textual: Manifesto



Manifesto 

O Manifesto é um gênero textual feito para ser publicado ou lido em público, e guarda certa semelhança com a Carta Aberta. É escrito para expressar, geralmente, um anseio coletivo, apresentando um conteúdo de fundo ideológico. Os manifestos, embora sejam conhecidos há mais de 400 anos, começaram a popularizar-se no século XIX, sobretudo com alguns que ficaram famosos, como foi o caso do Manifesto Comunista e do Manifesto Anarquista, ambos de teor político-ideológico. Pouco mais tarde, surgiram muitos outros, principalmente manifestos artísticos, como o Manifesto Futurista e os manifestos modernistas no Brasil.

Assim como a Carta Aberta, esse gênero textual possui título, que deve ser objetivo, como: Manifesto Estudantil ou Manifesto dos Estudantes Universitários, por exemplo. Diferentemente daquela, no entanto, ele não costuma apresentar vocativo (embora não haja uma regra quanto a isso), jamais recebendo, ao final, a “despedida cortês”. Apesar disso, ele também é assinado, sendo recomendável, após a assinatura, colocar-se o local e a data.
Para efeito de vestibular, o estilo dos manifestos artísticos deve ser evitado.

Leia um exemplo hipotético de manifesto:


Manifesto dos Estudantes Universitários de Oblivion

Nós, estudantes de universidades públicas e privadas de Oblivion, descontentes com as atuais políticas de ensino deste país, contestamos algumas práticas que parecem ter se transformado em uma espécie de “engessamento” da academia, para a qual, mais importante do que a divulgação do conhecimento e o estímulo à pesquisa, o ensino tem sido pautado na simples exaltação dos antigos e tradicionais teóricos, colocando-os em conta de verdadeiros detentores do conhecimento, como se este já estivesse de todo pronto, encerrado nas páginas de uma enciclopédia. O mesmo tem se verificado em relação à metodologia científica utilizada em nossas intituições de ensino superior, a qual, atualmente, está completamente estagnada.

Aparentemente regidos por ideias retrógradas, os professores demonstram estar avessos às transformações por que passam as ciências e a tecnologia, uma vez que se limitam a trabalhar com autores que, apesar de dignos de estima e respeito, já estão sendo substituídos na bibliografia utilizada em cursos equivalentes aos nossos, que são realizados em universidades de outros países. Por esse motivo, os títulos dos trabalhos científicos desenvolvidos por alunos e professores, bem como seu conteúdo, já nada podem apresentar de original, tornando-nos meros reprodutores do conhecimento do passado, algo que fere profundamente a finalidade maior das universidades: contribuir para o progresso social e tecnológico de sua nação.

Nas áreas biológicas e tecnológicas, a situação é mais grave, pois a falta de laboratórios e investimento, caso não cause vergonha quando confrontada com a realidade de outras universidades do mundo, é o suficiente para tornar inviável o desenvolvimento de pesquisas que sejam capazes de contribuir com a formação de profissionais atualizados e prontos a atender à realidade do mercado de trabalho fora das universidades, assim como para produzir algo que todo país desenvolvido esforça-se para ter, o chamado know how, o qual, inclusive, pode ser vendido a outros países. Hoje, contudo, Oblivion é obrigada a pagar profissionais do exterior e a ceder a pressões de muitas multinacionais, justamente pelo fato de, possuindo recursos naturais invejáveis, não dispor de mão de obra nem tecnologia qualificada para explorá-los de forma segura e sustentável. 

Considerando, portanto, que o país necessita urgentemente reavaliar suas políticas voltadas ao ensino, a fim de equiparar-se com a realidade universitária dos países que têm servido como referência na produção de conhecimento e tecnologia, de nossa parte, propomos a reformulação dos currículos de todos os cursos, bem como a reforma e melhoria dos laboratórios de todas as áreas às quais estes se mostram imprescindíveis.

Convidamos os professores que simpatizem com essa causa, empresários e representantes de instituições que dependam diretamente da qualidade dos profissionais de formação universitária, bem como a sociedade civil como um todo, a aderir a este movimento, expressando sua opinião e participando também com sugestões para melhoria da qualidade de ensino de nosso país.

UNEO – União Nacional dos Estudantes de Oblivion  

Oblivília, 30 de fevereiro de 2012. 

SAIBA O QUE FOI A REVOLUÇÃO ESTUDANTIL DE 1968.

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