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PROPOSTAS E MODELOS - ENEM 2016

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23 de out de 2012

Proposta de Dissertação


PROPOSTA DE REDAÇÃO

Para fazer a redação, leia a coletânea a seguir.

1) Esporte

A célebre frase latina mens sana in corpore sano (mente sã em corpo são) ilustra o fato de que o homem sempre sentiu necessidade de exercitar seu corpo para poder alcançar um equilíbrio psíquico completo.
Em geral se consideram esportes as atividades de recreio ou competitivas que exigem certa dose de esforço físico ou de habilidade. Podem ser individuais ou coletivos. No passado só eram considerados esportes as atividades recreativas praticadas livremente, como a pesca e a caça, em contraposição aos jogos, competições atléticas organizadas de acordo com regras determinadas. A distinção entre esportes e jogos hoje é menos clara, e com freqüência os dois termos são usados de forma indistinta.
Desde o início, o objetivo principal do esporte foi a conservação ou o incremento de atributos físicos como a agilidade ou a força. O esporte ajuda também a fomentar certas qualidades espirituais como a coragem, a disciplina e a constância. Não obstante, fica patente também que a finalidade concreta de toda atividade desportiva organizada está em conseguir recordes - os melhores resultados possíveis na prática de algum esporte - ou em derrotar um oponente; daí a organização dos campeonatos ou desafios desportivos, que se realizam a intervalos determinados.
Todo esporte pressupõe um fator de competitividade, que induz o desportista a lutar e a se esforçar para vencer uma série de dificuldades frente a um adversário. Normalmente o adversário é um outro desportista, mas nem sempre é assim, já que às vezes o objeto da luta é vencer a própria natureza ou enfrentar a sorte.
(...)
Da Idade Média até o século XIX

Após a queda do Império Romano, as práticas desportivas sofreram enorme decadência. Durante a Idade Média, verificou-se uma acentuada diferenciação entre as atividades das classes altas e baixas. Enquanto os nobres se dedicavam a desenvolver suas aptidões guerreiras em torneios e combates, além de praticar a equitação e a caça, o povo tinha grande apego aos jogos de bola.
No Renascimento, continuaram a ser cultivadas as mesmas atividades desportivas. Não obstante, houve um abrandamento na violência dos torneios, em consonância com as novas concepções humanistas.

Mundo moderno

O esporte como tal renasceu na Europa no século XIX. A crescente aglomeração populacional nas cidades propiciou o interesse pelas atividades físicas, e a existência de uma população estável possibilitou a formação de equipes e a organização de competições segundo regras determinadas, regidas por órgãos locais ou nacionais (federações, comissões).
Além disso, surgiram novos esportes, uns motivados pelo desejo de contato com a natureza - esqui, montanhismo -, outros pela invenção de veículos como a bicicleta e o automóvel. O progresso das comunicações, fosse por ferrovias, rodovias ou vias aéreas, favoreceu também as associações desportivas no plano nacional e internacional.


2) Obcecados por projeção geopolítica, Estados concentram nos atletas de elite recursos negados a desporto popular e promoção da vida saudável.

Por Ian Johnson, no New York Review of Books | Tradução: Daniela Frabasile

É possível acompanhar os Jogos Olímpicos de duas maneiras. A primeira é a certa: você presta atenção nos atletas e torce por boas performances. Você os vê chorar e se abraçar de felicidade ou olha feio por um mau desempenho. Você simpatiza com eles como seres humanos e debate se Michael Phelps é o melhor atleta olímpico de todos os tempos ou apenas o melhor nadador. Você pensa sobre doping, mas tenta acreditar que as agências esportivas o mantém mais ou menos sob controle.
E também há o meu jeito de assistir à Olimpíada: como um estudo estatístico sobre geopolítica e políticas públicas destrutivas. Os indivíduos importam, até certo ponto – mais como produtos do sistema do que como personalidades distintas. Admiro o desempenho do chinês Ye Shiwen, mas me pergunto mais sobre por que os técnicos de natação do país recebem quase tanto quanto os investimentos que o governo central gasta com a preservação da cultura popular, quase morta no país. Acho que Phelps é um grande espécime físico, mas me pergunto por que os norte-americanos ficam cada vez mais gordos. (...)
As Olimpíadas costumavam ser mais fáceis de acompanhar. Nos primeiros cinquenta anos, eram um evento muito menor, comumente interrompido por guerras. Apenas Hitler parecia perceber o potencial de relações públicas dos jogos. Então, veio a Guerra Fria e as disputas tornaram-se um campo de batalha para ideologias rivais. Países como a Alemanha Oriental e a União Soviética gastavam enormes somas em esportes, como uma forma de ganhar reconhecimento. Especialmente a Alemanha Oriental, que precisava de respeitabilidade, tinha um desejo quase patológico sobre o sucesso nas Olimpíadas. Em apenas cinco edições, o país ganhou 409 medalhas.
A maior parte das pessoas pensa que o sucesso do antigo bloco socialista era apenas uma questão de doping generalizado – mulheres com pomo-de-adão e barba. Mas os países inteligentes perceberam que havia outras explicações para o sucesso. Os países do Pacto de Varsóvia gastaram muito em esportes, é verdade, mas a chave era que eles se concentravam apenas nos atletas com chances de ganhar medalha. A Alemanha Oriental, por exemplo, nunca se importou com hóquei no gelo, porque percebeu que teria de treinar pelo menos uma dúzia de atletas de elite para montar um time – e mesmo assim, seria difícil competir com as potências estabelecidas. Ao invés disso, focou-se nos esportes em que um atleta poderia ganhar várias medalhas – ciclismo, por exemplo. Isso também evitava esportes que dependem de equipes (basquete, basebol, hóquei no gelo e outros): era melhor apoiar atletas que treinavam sozinhos por precisarem de menos infraestrutura. E é claro que atletas como Katarina Witt ganharam bastante dinheiro – e visibilidade nacional – para fazer disso uma profissão. Amadorismo era para perdedores.
Mesmo antes de a Guerra Fria acabar, os países ocidentais imitaram essas táticas. A Coreia do Sul chamou muita atenção nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, ao ganhar mais medalhas que a Alemanha Oriental e acabar em quarto lugar no quadro de medalhas. A Austrália foi ainda mais longe: depois de não ganhar nenhuma medalha de ouro nos jogos de Montreal, em 1976, montou uma burocracia de esportes centralizada, que estabeleceu novos padrões atléticos e canalizou recursos para programas de treinamento e especialmente para os ganhadores. Apesar da pequena população, o país ficou em quarto lugar no quadro de medalhas de Sidney e Atenas (caiu para sexto em Beijing e aparentemente está ainda pior, em Londres).
Os problemas da Austrália refletem o acirramento da competição e o fato de as democracias terem maior dificuldade em financiar pesadamente luxos como esportes. Outros países, com ainda mais habitantes e dinheiro, começaram a canalizar recursos para a elite esportiva com grande chance de ganhar medalha. Curiosamente, o Comitê Olímpico Internacional (COI) implicitamente apoia esta mentalidade da medalha de ouro. Seu site não estampa um quadro de medalhas, mas apenas uma classificação dos países segundo as medalhas de ouro alcançadas. As de prata e bronze são contabilizadas apenas como desempate. Isso evidencia o que apenas os norte-americanos classificam: os países pelo total de medalhas. Para todos os outros no mundo, o ouro é o que importa.
Ainda mais notável é que a Alemanha mudou de rumos e começou a retomar a política da Alemanha Oriental em favor de escolas atléticas. A peça central é o enorme Centro de Ensino e Performance em Esporte, em um subúrbio de Berlim Oriental, não distante da prisão da Stasi em Hohenschönhausen (isso não é um tiro no escuro; os dois eram parte do aparato de domínio do partido). Por anos, a escola apodreceu, com apenas um pequeno setor, que funcionava como estabelecimento de ensino médio. Agora, está sendo renovada. A piscina foi reaberta e antigos treinadores da Alemanha Oriental foram trazidos de volta. Apesar do doping ser banido e de os regimes de treino não serem tão extremos, é uma mudança radical para um país que estava revoltado com os excessos da máquina de esportes da Alemanha Oriental, fechada quase completamente nos anos 1990. (...)

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/geopolitica-e-o-investimento-estatal-em-esportes-olimpicos

3) Função social do esporte

O esporte deve ser entendido e tratado como um fenômeno social e político, capaz de influenciar o conjunto de transformações culturais de uma sociedade. Rico nas suas relações ativas e dinâmicas do grupo social, ele é a representação viva das manifestações de ludicidade e criatividade do movimento de um povo. Produz e reproduz a identidade cultural, contribuindo de forma decisiva nos processos de mudança social, formação educacional e de consolidação desta identidade.
http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/motrivivencia/article/view/19978


4) Antes de 2016, ano da Olimpíada, o Rio de Janeiro precisa dar fim a um problema que perdura há décadas, e só piora: na região em torno da futura sede olímpica, na Zona Oeste da cidade, impera a mais completa desordem urbana. Um levantamento sobre a área, com base em dados da prefeitura, revela não apenas a existência de dez favelas, que ali proliferam livremente, como também a de 191 condomínios de classe média em que 8.000 pessoas residem, a maioria sem pagar sequer IPTU. Sob o olhar complacente do poder público, boa parte dessas casas é abastecida de água e luz por meio de ligações clandestinas. Trata-se de um retrato acabado de anos a fio de domínio da região por quadrilhas de grileiros. No controle da área, que equivale a três vezes a de Copacabana e se estende por quatro bairros, eles chegam a circular armados, em plena luz do dia, sem que nenhuma autoridade coíba sua ação – cena de faroeste. À base da força, os bandidos vão se apoderando dos terrenos, que passam adiante a preços de mercado, como se o negócio fosse legal. É justamente a não mais que cinco minutos de carro dali que será erguido o maior dos quatro polos com instalações olímpicas no Rio – com quatro estádios, centro de imprensa e alojamento para os atletas. Arquiteto responsável pelos projetos de infraestrutura nos Jogos de Barcelona, em 1992, o catalão Lluís Millet lança luz sobre as consequências do caos vizinho ao polo: "Além de insegurança, a desordem representa um obstáculo para que o Rio se desenvolva com a Olimpíada".

Tradicionalmente, a região no entorno dos centros olímpicos experimenta um surto de crescimento à medida que obras de estruturas previstas para os Jogos começam a ser colocadas de pé. Com maciços investimentos em novas vias de acesso à área e mais transporte público, os terrenos situados em volta dos estádios costumam subir de preço em ritmo acelerado, desencadeando um ciclo virtuoso que traz riqueza à cidade. Diante da perspectiva de valorização imobiliária, as construtoras passam a investir nessas regiões (em geral menos desenvolvidas), o que faz aumentar ali a oferta de imóveis de bom padrão, atrai moradores de maior poder aquisitivo e leva ao florescimento do comércio – como se viu em Barcelona e, mais recentemente, em Pequim. Em Londres, sede dos Jogos de 2012, esse processo corre a pleno vapor na região de East End, bairro tomado por fábricas abandonadas que, até há pouco tempo, era sinônimo de decadência. O avanço econômico em todos esses casos é impulsionado por um ambiente de negócios pavimentado sobre a legalidade e com regras claras, pré-requisitos básicos a que o Rio de Janeiro não atende. Diz o economista André Urani: "O Rio tem um problema crônico de falta de respeito ao direito de propriedade – o que, no caso específico da Olimpíada, pode trazer enormes prejuízos."

5) A cidade renasceu
Barcelona é o melhor exemplo de como se desenvolver
com uma Olimpíada: uma lição para o Rio de Janeiro

O cenário atual já aponta nessa direção. Para se ter uma ideia, a seis anos dos Jogos, as construtoras inglesas não só haviam começado a adquirir terrenos vizinhos ao sítio olímpico londrino como plantavam ali novos edifícios – coisa que no Rio, à mesma distância de tempo da Olimpíada, está longe de acontecer. "Nenhum empresário com um mínimo de sanidade vai se aventurar por uma terra sem estado nem lei", resume Rogério Chor, presidente da construtora CHL, uma das maiores no país. Um novo estudo do Sindicato da Habitação (Secovi) ajuda a dimensionar o problema: ele mostra que o metro quadrado nas regiões vizinhas à sede dos Jogos, que hoje vale 650 reais, poderia estar custando o dobro caso ali vigorasse a lei. Entre outras variáveis, o cálculo considera a valorização já registrada nos empreendimentos próximos dessa área, só que plantados sobre terrenos a salvo da ação dos grileiros. Toda essa vizinhança olímpica é considerada a nova fronteira de expansão do Rio, uma vez que a Zona Sul da cidade, que fica espremida entre o mar e as montanhas, está completamente saturada. Por isso, o rol de ilegalidades que reina ali representa um entrave ao crescimento da própria cidade.

Desde que o Rio foi apontado como sede para a Olimpíada de 2016, não houve nenhum avanço na região – apenas retrocessos. Com a chance de valorização dos terrenos, os grileiros trataram de acelerar as invasões. Um sinal disso é o número de processos movidos pelas próprias quadrilhas, que tentam legitimar a propriedade da terra usurpada por meio de ações judiciais (o que às vezes conseguem). Enquanto antes do anúncio dos Jogos havia apenas dezoito dessas ações, hoje tramitam 106 delas. Vítima do golpe, a psicóloga Maria Cristina Ihssen, 55 anos, que desembolsou 60.000 reais por um lote grilado, descreve assim o cenário: "Aquilo ali é uma selva no meio do Rio de Janeiro". Depois de décadas de ausência do estado nessa terra de faroeste, a iminência dos Jogos finalmente escancara o problema – e torna premente a sua solução.
http://veja.abril.com.br/280410/faroeste-olimpico-p-134.shtml


PROPOSTA

Com base na leitura da coletânea, escreva uma dissertação argumentativa respeitando o tema: O esporte como agente transformador da sociedade. Apresente experiência ou proposta de ação social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

-          Desenvolva seu texto em prosa, atribuindo-lhe um título.
-          Sua dissertação deverá ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas.
-          Não parafraseie o conteúdo dos textos de apoio.
-          Utilize a norma padrão da língua.  

(Proposta do autor do blog)


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